Babe, baby, baby, I´m gonna leave you.
I said baby, you know I´m gonna leave you.
I´ll leave you when the summertime,
Leave you when the summer comes along.
Leave you when the summer comes along.
Baby, baby, I don´t wanna leave you,
I ain´t joking woman, I got to ramble.
Oh, yeah, baby, baby, I won´t be there,
Really got to ramble.
I can hear it calling me the way it used to do,
I can hear it calling me back home.
I know, I never leave you, baby.
But I got to go away from this place, I’ve got to quit you.
Ooh, baby,
Baby, ooh don´t you hear it calling?
Woman, woman, I know, I know it’s good to have you back again
And I know that one day baby, it’s really gonna grow, yes it is.
We gonna go walking through the park every day.
Hear what I say, every day.
Baby, it’s really growing, you made me happy every single day.
But now I´ve got to go away
Baby, baby, baby, baby
That´s when its calling me
That´s when its calling me back home...
(Led Zeppelin – Babe, I´m gonna leave you)
A luz da rua invadia a minúscula fresta na janela, criando contornos engraçados sob a parede em meio à madrugada. 3 ou 4 horas de uma manhã quente e abafada, num tempo impreciso no descanso de Helios . Nus, nós dormíamos. Digo, ele dormia.
Desperta, eu prestava atenção em sua respiração leve, que vez ou outra se agitava num sonho desconexo – eu imaginava – ou quem sabe, permeado de angústias pequenas e provavelmente já esperadas. Talvez. Talvez ele pudesse de alguma forma prever em sonho que logo eu não estaria ali. Talvez eu já não estivesse ali há bastante tempo, sem que ambos pudéssemos perceber. Mas... para onde ir, eu também não fazia idéia.
Deixei meus dedos deslizarem sobre suas costas, mas tão suavemente e devagar, que ele sequer acordou. E não deveria mesmo acordar, não deveria escutar o que ressoava dentro de mim, em algum lugar sombrio entre o coração e o cérebro. “Babe, baby... I´m wanna leave you”. Não era a hora. Mas então, quando seria? E se eu fosse mesmo embora, para onde iria? Decidi ficar.
“E se eu fechar os olhos”, pensei,“será que consigo enxergar melhor do que isso?” E como não consegui de mim uma resposta minimamente convincente, virei-me para a parede, puxei a metade do edredon que sobrava para ele e deixei estar. Não era hora... e quando seria?



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