(Matanza - Tempo Ruim)
(carinhosamente emprestado de youtube.com.br)
"Ergam seus copos por quem vai partir
Longo será o caminho a
seguir
Nada será como costuma ser
Nada vai ser fácil pra você
Não faça o mesmo que fez o seu pai
Não leve armas lá onde vai
Tantos eu já vi pagando pra ver
Não dá tempo de se arrepender
Nada
que já não deva Saber
Não há nada que não possa ter
Quero que a
estrada venha sempre até você
E que o vento esteja sempre a seu favor
Quero que haja sempre uma cerveja em sua mão
E que esteja ao seu lado,
seu grande amor
Eu me despeço de todos vocês
Muitos aqui não
verei outra vez
Fora o inverno e o tempo ruim
Eu não sei o que espera
por mim
Mas pouco importa o que venha a ser
Se eu tiver um dia a quem
dizer
Quero que a estrada venha sempre até você
E que o vento
esteja sempre a seu favor
Quero que haja sempre uma cerveja em sua mão
E
que esteja ao seu lado, seu grande amor."
É assim, quando a porta
se fecha estrondosa atrás de mim e no quarto permanece apenas a escuridão. É
assim, eu ainda ouço qualquer coisa vinda de outro quarto - talvez seja a
televisão, talvez não, e daí? Assim... eu volto ao meu mundo, onde as máscaras
se dissipam com o ar, onde eu não preciso dizer nada para convencer pessoa alguma.
É onde eu posso de verdade me despir. Nua novamente, inteiramente nua,
eu, o espelho e o lençol estendido.
Silêncio.
Ninguém para cobrar,
pessoa alguma para receber. Livre e nua. Livre... Não há conforto a dar, não há
carinho, consolo ou advertência. Sou eu ali. Até amanhã, sou eu de novo.
...sou eu até amanhecer, sou eu até a persona retornar e tudo voltar a
ser como sempre foi.



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